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Síndrome do Impostor e o impacto na carreira

  • Ana Isa Moura
  • 27 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A chamada Síndrome do Impostor é um fenômeno psicológico e atinge profissionais de diferentes níveis, do estagiário ao CEO. Conforme pesquisa da Harvard Business Review, 58% das pessoas já tiveram a percepção de não merecer o seu sucesso, mesmo apresentando bons resultados. Esse problema impacta diretamente a produtividade, o engajamento e a saúde mental no trabalho. Entenda melhor nesta matéria.



Cultura do medo nas empresas e a insegurança profissional

Para evitar essa inquietação, a estratégia é uma só: estabelecer uma cultura colaborativa e de segurança, seja para enfrentar desafios ou desabafar sobre os receios. “Muitas organizações por aí dizem ter espírito de equipe, ser colaborativas, incentivar a inovação. Podemos até dizer ser assim, mas na prática, existe o medo de errar, propor e debater. Isso afeta a motivação em querer ser criativo. É legal falar ‘nossa empresa super apoia os projetos’, mas de fato, você dá voz para o colaborador? Ele se sente confortável?”, questiona Caio Infante, fundador da Employer Branding Brasil. 

Essa percepção reflete um obstáculo comum: 61% dos trabalhadores não se sentem à vontade para expor ideias em ambientes corporativos, conforme dados da McKinsey. Essa ressalva pode ser o sinal inicial e acarretar um comportamento de introspecção difícil de resolver. 


Como líderes podem reconhecer e combater o problema

A síndrome é a insegurança constante, inclusive quando há êxito. “É aquela sensação de ser desmascarado a qualquer momento, mesmo sendo bem sucedido na atividade realizada. É preciso orientar as pessoas a procurarem apoio profissional quando isso for necessário e criar iniciativas internas, como canais de divulgação sobre o tema, conversar sobre isso, ter uma liderança empática e aberta a ouvir. Aqui na DPR temos grupos focais sobre tópicos delicados, comunicação nos murais e na intranet. Falar sobre o assunto ajuda a desconstruir os nossos mitos”, explica Dominique Bittencourt, gerente de RH da DPR, trazendo exemplos práticos. 

Essa abordagem dialoga com um levantamento da APA (American Psychological Association), segundo o qual 70% dos colaboradores acreditavam na gestão humanizada para reduzir a probabilidade de desenvolver questões negativas ligadas à carreira. 

Para quem está no início da trajetória, esse acolhimento é ainda mais essencial: “eu sempre tive abertura para tratar com meus gestores e colegas a respeito de qualquer coisa, então nunca me atrapalhou de fato. Inclusive, para mim, é algo importante para o desenvolvimento, ter essa confiança para falar sobre suas inseguranças. Pessoalmente, prefiro feedbacks sinceros e o apoio do meu time. Esse caminho bem traçado é a melhor forma de percorrer a nossa vida profissional”, salienta Thiago Rodrigues, estagiário de marketing da DPR. Um estudo da Gallup reforça: o retorno contínuo sobre as atividades pode aumentar 3,6 vezes as chances dos funcionários se sentirem motivados e confiantes em suas funções.

Combater a Síndrome do Impostor é um desafio coletivo e organizacional. Portanto, promover ambientes psicologicamente seguros, com lideranças abertas e práticas de comunicação clara, reduz o impacto dela e ainda fortalece inovação e resultados.

 
 
 

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